O Protocolo TCP/IP é o mais utilizado tanto nas redes locais quanto na Internet. Entretanto, para que duas máquinas “conversem” usando o TCP/IP é preciso que tenham seus respectivos endereços de IP e que estes sejam compatíveis. Cada computador tem um endereço de IP único e exclusivo, algom como o RG das pessoas físicas, sendo que uma das dificuldades em configurar as redes é a atribuição dos endereços de IP.

Há duas maneiras de atribuir endereços de IP: Manual ou automaticamente. Nesse último caso, é preciso haver na rede local algum micro ou dispositivo (como modem, roteador…) configurado como sendo um “Servidor DHCP”, que é justamente uma máquina encarregada de atribuir endereços IP para os computadores da rede que assim o solicitarem.
Quando um computador configurado para “Receber um endereço de IP automaticamente” se conecta à rede procura por um servidor DHCP. Quando o encontra, “pergunta-lhe” algo mais ou menos assim:
– “Hei, quem sou eu?”

O Servidor DHCP então lhe responde algo como:
– “Bom dia. Você é o IP 192.168.254.154, sua máscara de sub-rede é 255.255.255.0 seu gateway é o 192.168.0.1 e seu DNS está em 240.251.19.106”.

O que siginificam estas informações? Em resumo, trata-se do seguinte:
Endereço de IP – É aquele número exclusivo de cada máquina na rede local ou da Internet. Não podem exsitir duas máquinas com o mesmo IP na mesma rede. É um número de 16 dígitos, separado por três “.” pontos formando quatro quadrantes. Cada um dos quadrantes vai de 0 a 255, sendo que nas redes locais se utilizam as séries 192.168.XXX.XXX, 10.0.XXX.XXX ou 172.16.XXX.XXX.

Mascara de sub-rede – Dentre os endereços de IP disponíveis dentro de cada rede, a másca de rede é um número com o mesmo formato do endereço IP (quatro quadrantes) que serve para indicar quais micros estão na mesma sub-rede. Nas pequenas redes locais usa-se a máscara 255.255.255.0 indicando que a sub-rede pode utilizar até 256 endereços de IP para acesso direto, sem necessidade de fazer roteamento.

Gateway – É a “porta de saída” porque onde os micros da rede local podem acessar outras redes. Quando uma máquina recebe uma solicitação para determinado recurso de rede “sabe” – através do endereço IP e da máscara de sub-rede – que aquele endereço está fora da rede local, portanto faz com que a solicitação passe pelo gateway. Para isto, cada roteador tem sua própria “tabela de roteamento”, que indica para onde mandar cada solicitação recebida ou emitida.

DNS – Os locais da Internet (“SITES”) são designados por nomes que começam com “WWW”, só que todo o funcionamento da Internet e dos programas é feito com base em endereços de IP. Assim, cabe os servidores DNS (Domaim Name Server) transformar os nomes dos sites em seus respectivos IPs. Uma vez que se saiba o endereço de IP de um site, pode-se navegar até ele usando tanto seu nome (WWW) como seu endereço de IP.

Depois do que vimos até aqui, você já pode por a mão na massa e montar sua própria rede (contando que já esteja totalmente cabeada e com switch).
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